quarta-feira, 22 de abril de 2009

Apresentação

A Associação Lisboa Mais Feliz (ALMF) constitui-se num contexto excepcional cujas condicionantes de ordem económica e social são determinantes para a vida dos munícipes da capital e de todos quantos a visitam ou nela trabalham.
A cidade não é segura. É suja e descuidada. Nela pouco ou nunca se passeia. As distâncias tornaram-se longas e os acessos difíceis ou mesmo impossíveis. Os edifícios antigos não são preservados e os mais recentes estão degradados. O comércio não tem horário convidativo. Os museus não funcionam como pólos de atracção turística e cultural.
Lisboa deixou de ser uma cidade dotada de memória histórica e paisagens características, pois se encontra desprovida de espaços verdes e equipamentos de lazer, bem como de capacidade económica e industrial que lhe confira sustentabilidade multidimensional.
Lisboa não tem ritmo de cidade, nem escala de capital cosmopolita. Lisboa está hoje reduzida a um somatório de sucessivos espaços urbanos descontínuos entre si e desprovidos de coerência e de harmonia. Morreu o bairrismo saudável que outrora desempenhou relevante papel de enquadramento e integração dos seus habitantes.
Ao colapso da ordem urbana corresponde a desintegração sócio-económica e familiar, que serve de fértil campo de cultura para todo o cortejo de males sociais típicos da nossa contemporaneidade: isolamento geracional, droga, desemprego, crime e exclusão social.
Julga-se assim que, neste difícil contexto em que todos não somos demais na luta por uma Lisboa mais feliz, a ALMF pode desenvolver um trabalho útil a bem da nossa Cidade. Para o que se propõe, desde já:
a) Organizar e divulgar um ciclo de debates sobre os problemas com que Lisboa se confronta, arrancando com um primeiro Debate sobre «O medo urbano e as ameaças reais», com a participação de Isabel Empis (psicóloga) e do General Bacelar Begonha (especialista em segurança) a aguardar agendamento e designação de local;
b) Promover iniciativas de âmbito municipal, tendo em vista informar a pré-campanha e a campanha autárquica;
c) Fazer o acompanhamento crítico das temáticas e prioridades defendidas pelos diferentes candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa;
d) Centrar a sua intervenção nas áreas de interesse social de Lisboa, com acento na necessidade de ruptura com a actual vivência citadina e na preocupação com o deficit social urbano;
e) Criar sinergias com os agrupamentos cívicos/políticos/confessionais/IPSS.

 
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